A rede pertence a um candidato rival, Michael Bloomberg.

O presidente americano, Donald Trump, em foto desta segunda-feira (2). Alex Brandon/AP O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) que não irá emitir credenciais a repórters da rede Bloomberg para cobrir sua campanha de reeleição.

A rede pertence a um de seus rivais na corrida presidencial, Michael Bloomberg. Na semana passada, a rede anunciou que não iria mais publicar os editoriais não assinados da publicação nem artigos de opinião relacionados a qualquer candidato democrata, incluindo o próprio Michael Bloomberg, enquanto ele fosse candidato. A organização também anunciou que continuaria a "tradição" de não investigar a família ou fortuna de Bloomberg - e que aplicaria a mesma política para seus rivais democratas.

A rede, no entanto, continuaria a cobrir Trump. "Já que declararam abertamente seu viés, a campanha de Trump deixará de credenciar representantes da Bloomberg News para comícios ou outros eventos de campanha", disse o gerente de campanha de Trump, Brad Parscale, em comunicado. "Iremos determinar caso a caso se devemos ter contato com repórteres ou responder a perguntas da Bloomberg News", acrescentou. As credenciais permitem que os repórteres acessem com mais facilidade os comícios e outros eventos da campanha que vão preceder as eleições americanas, em novembro de 2020.

Quem não tem credencial - como os membros do público - deve obter ingressos da campanha e aguardar longas filas para participar dos eventos. Não houve comentário imediato da Bloomberg à agência de notícias Reuters sobre a decisão da campanha de Trump.