Relatório da Gallup mostra o Brasil entre os países com menor sensação de segurança.

Confiança dos cidadãos nas polícias aumentou na América Latina, mas região continua com menor índice em relação às outras do mundo.

Relatório divulgado nesta semana pelo instituto de pesquisa norte-americano Gallup mostra que somente 34% dos brasileiros se sentiam seguros ao andar à noite pelas ruas do país em 2018.

Segundo a pesquisa, só três dos 142 países pesquisados apresentaram índice pior: África do Sul, Venezuela e Afeganistão.

Do outro lado, Singapura é o país que apresentou mais respostas 'sim' em 2018 à pergunta: 'Você se sente seguro andando à noite na cidade ou área onde mora?'.

Veja números abaixo. Os números fazem parte de uma pesquisa da Gallup sobre segurança e compõem o Índice de Lei e Ordem de 2019, formado também pelas seguintes perguntas: Na cidade ou na área onde você vive, você confia na autoridade policial local? Nos últimos 12 meses, você ou outra pessoa que vive com você teve dinheiro ou bens roubados? Nos últimos 12 meses, você foi agredido ou assaltado? O Brasil obteve 62 pontos no Índice de Lei e Ordem, à frente apenas de 17 países – e ficou atrás de outros em situação de guerra ou conflitos, como os Territórios Palestinos (74). Singapura lidera o ranking do Índice de Lei e Ordem com 97 pontos, seguida de Tajiquistão (94), Emirados Árabes (93), Noruega (93) e Suíça (92).

Em último, estão Venezuela (49) e Afeganistão (38). MONITOR DA VIOLÊNCIA: Mortes violentas caem nos sete primeiros meses de 2019 Confiança na polícia O relatório da Gallup também mostra que 68% dos entrevistados em todo o mundo disseram, em 2018, confiar nas autoridades policiais locais.

Entretanto, consideradas apenas as respostas na América Latina e no Caribe, esse percentual cai para 44%. Apesar do ligeiro aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior, apenas na América Latina e no Caribe a desconfiança na polícia supera a confiança.

No Oriente Médio e Norte da África, por exemplo, 67% confiam na polícia; na Europa Ocidental, a taxa sobe para 84%.